31 março, 2012

É só você e essa sua mania

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Não, seu nariz não é grande; ninguém vai reparar naquele pneuzinho escondido ali e sua sobrancelha não tem uma falha. Você é simplesmente perfeita. Porque é simples, porque é insegura. Ninguém vai reparar naquele único fio de cabelo fora do lugar, sabia? A gente tem essa mania de querer se encaixar nos padrões dos outros que, normalmente, são superficiais.

Pode parecer clichê, mas o que realmente importa é o interior - e, francamente, esse mundo anda muito moderninho pro meu gosto: vamos levar os clichês um pouco mais a sério, por favor.
O que importa é se sentir bem consigo mesma. Não importa se você decidiu pintar as unhas de amarelo, cortar a sua própria franja e sair por aí de pantufa. 

Auto-estima é uma coisa que se conquista; é uma batalha diária que a gente trava com nós mesmas. Tem gente que levanta sua auto-estima quando curtem sua foto no Facebook, tem gente que prefere ganhar um abraço. E tem dias que o cabelo não tá bom, o rosto tá pálido e a boca tá rachada, mesmo. E tudo que a gente quer é sumir do mapa; pegar no sono e só acordar quando a maldita insegurança achar outra pessoa para atormentar. Mas mesmo com a auto-estima lá embaixo, com um moletom surradinho e sem rímel, meu coração segue do mesmo tamanho, assim como a mente segue aberta - e sei que acontece a mesma coisa com você.

Parar de brigar com o espelho é difícil, mas mais difícil é conseguir viver brigando com ele. Então pare de reparar em detalhes que só você nota. Se as pessoas se importassem mais com o próximo do que com o próprio cabelo, o mundo seria melhor. Para, que você é linda - é só você e essa sua mania de se autocriticar.


30 março, 2012

Oi, meu nome é ócio na madrugada

Hoje eu tô muito apaixonada por crianças. Revirando o youtube encontrei esse vídeo que eu trouxe pra vocês - o "My First Hardcore Song". Assisti ele há um bom tempo atrás, mas só agora que ele "reapareceu" na minha vida que pensei em postar aqui. A Juliet é linda, gente. Fofura em forma de criança.

         

P.S: se em algum dia dessa vida eu chegar a ter uma filha, quero que ela seja sapeca que nem a Juliet. Abs pra galérica.



Frankenweenie + 30 day song!

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Nunca fui apegada à diretores de filmes - cults, me condenem. Sempre digo pro Lorenzo que vou prestar atenção no diretor do próximo filme que a gente assistir pra depois poder conversar sobre, mas acabo esquecendo. Pensando sobre isso, me peguei pesquisando sobre os próximos filmes que vão ser produzidos pelo Tim Burton, que é o ú-ni-co que eu realmente conheço e entendo sobre as obras, o jeito de produzir etc.  O filme "Frankenweenie" chamou muito minha atenção, porque eu adoro a história do Frankenstein. E tem alguma coisa mais fofa do que filme animado?

Pois bem: o filme original (também dirigido pelo Tim) foi produzido em 1984, pela Disney. Em novembro de 2012, o remake será lançado - com uma diferença: dessa vez, o filme será em forma de animação, o popular "desenho". O filme conta a história de um garotinho que, inspirado na história do Frankenstein, decide trazer de volta à vida seu cachorrinho que faleceu. Não preciso falar muito porque o trailer explica direitinho. Espero que gostem! 




E agora, meu 30 day song challenge que está mais do que atrasado - semana de provas: quem nunca?


day 05: a song that reminds you of someone (26/03)
Smile - McFLY. Simplesmente porque lembra as melhores amigas que alguém poderia ter na face da Terra: ae a Dada. Porque sempre que algo não vai bem, as duas saem com um "just remember to smile, smile, smile". E acho que essa é a chave, mesmo: sorrir. Lembro também do Kelvin quando escuto Mr. Brightside - The Killers por duas razões: a) ele sempre canta essa música comigo e b) ele é a pessoa mais otimista que eu conheço, mesmo.

day 06: a song that reminds you of somewhere (27/03)
Girl I Know - Avenged Sevenfold. Lembro demais de Bariloche quando escuto essa música - nada a ver, eu sei. Acho que é porque ela era meu despertador na época e eu sempre pensava que estava escutando música no sonho ao invés de acordar hahaha pode isso?

day 07: a song that reminds you of a certain event (28/03)
We The Kings - Secret Valentine. Não lembro de um acontecimento em si, mas do início do ano de 2009. Escutava muito ela durante esse período e não tinha ninguém pra dividir o gosto :(

day 08: a song that you know all the words to (29/03)
Não, eu não sei cantar Faroeste Caboclo, gente (mas queria). A música que eu sei cantar por inteira sem duvidar nem um pouquinho é I Belong to You - Muse, que também é minha música preferida da banda. 

day 09: a song that you can dance to (30/03)
Essa aqui é da série "passado que condena": eu sei dançar t-o-d-a Hoedown Throwdown - Hannah Montana. É, colega, você não leu errado: meus anos dourados de Hannah Montana passaram, mas a coreografia ficou hahaha.

28 março, 2012

1, 2, 3, frio!

O outono começou muito bem na minha cidade - trouxe frio e tempo nublado. Sempre que leio matérias sobre roupas de inverno em blogs de moda, reclamo por um fator: as peças escolhidas pra resenha são surreais - ninguém vai sair por aí de short e jaqueta 3/4 no inverno, certo? Por isso achei legal aproveitar o clima abafada-no-edredom e compartilhar com vocês os meus três amores de inverno. 

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1. Blusão larguinho + calça justa - sejamos práticos e realistas: quem gosta de se produzir totalmente só pra "ir ali" no inverno? Eu não - eu sofro de uma doença chamada preguiça. Nada melhor pra ficar quentinha do que um blusão larguinho (ou um moletom) e uma calça justa, que você possa colocar um tênis de cano médio ou uma botinha/coturno por cima. Opte por um blusão estampadinho, já que a peça por si só já é básica. 

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2. Cachecol - ou manta, como preferir. Esse aqui é o melhor amigo daqueles que não são lá muito chegados em blusas de gola alta - quando sentir mais calor, é só tirar e pronto. Aquece o pescoço e deixa a roupa muito mais bonitinha. Aliados dos cachecóis são os lenços, que costumam ser mais 'geladinhos' e ter mais opções de estampas - e podem ser usados também no verão. Porém, se você quer proteger mesmo o pescoço do frio, opte por mantas de lã, grandes e fofas (como a da foto). Aprenda a amarrar o cachecol do jeito certo aqui.

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3. Meia-calça - ideal para festas. Usar aquela saia de cintura alta ou vestido no inverno sem passar frio fica muito mais fácil se você tirar uma dessas do fundo da gaveta. Também adoro usar com short - short jeans + meia calça + botinha: quem nunca? E sim, a meia-calça te deixa quentinha por si só! Se você é mais friolenta, escolha uma mais grossinha, tipo fio 60. A meia-calça pode também ser usada por baixo da calça jeans naqueles dias em que simplesmente não tem como existir sem congelar - mas shh! Isso é segredo de menina. Cuidado ao combinar meia calça estampada + vestido/saia - os tons tem que combinar entre si. E não é porque a sua meia calça rendada é preta que ela vai com tudo - cuidado pra não carregar: renda nas pernas + roupa lisa = ok. Quer aprender a desfiar sua meia calça?








27 março, 2012

Tô no Pleinco, mãe!

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Semanas atrás a @nataliaporra twittou algo parecido com "Preciso do endereço de blogs femininos!". Mandei um email com o link do Não Eras O Canal e ela respondeu com um texto enorme, explicando que uma nova rede social seria criada. Essa rede social surgiu de uma ideia de amigas que queriam expandir e unir os conteúdos mais legais que estão espalhados por tantos blogs por aí na internet - pronto, estava criado o projeto do Pleinco, que é um portal onde cada pessoa que tiver interesse, pode postar seu conteúdo lá. Tudo passa por uma revisão antes para analisar se o material é de qualidade, é claro - por isso, o Pleinco tem tudo para ser seu mais novo site favorito.
Onde eu entro nisso tudo? Bem aqui! Antes do portal entrar no ar, as criadoras pesquisaram conteúdo no NEOC e acharam que eu poderia colaborar com posts na categoria comportamento. Resultado: virei uma blogueira fixa do Pleinco! Preciso dizer que amei a proposta? Não há nada nesse mundo melhor do que ter a sensação de que seu trabalho está gerando reconhecimento. 


A parte do blog onde aparecem as blogueiras fixas, os links de seus blogs alheios e suas fotos entrarão no ar no final de semana. Além do reconhecimento, acredito que, já que mais pessoas estarão lendo meus textos, o Não Eras O Canal (e seus leitores, é claro) ganharão com isso. É que as donas de lá são muito fofas e presentearão o blogueiro com mais corações (uma espécie de 'Curtir' própria do site) a cada mês com coisinhas fofas diferentes. Se em abril eu atingir essa meta, vou sortear o prêmio arrecadado entre os leitores do Não Eras! É uma forma de agradecer pelo apoio que vocês me dão. O meu primeiro texto é um post chamado "Todo Carnaval Tem Seu Fim", que já está aqui no blog. Peço de coração pra que, quem ainda não leu, leia; e se você já leu, melhor ainda. Se você gostar, promete me dar seu coração?


25 março, 2012

30 day song challenge!

                                                     day 02: your least favorite song (23/03)
Ah, essa é facílima. Eu aguento ouvir pagode. Aguento ouvir sertanejo universitário. Aguento até ser submetida à ouvir funk. Mas é impossível ouvir axé. Pode ser qualquer música desse gênero: quando começa a tocar, parece que o cheiro de trio elétrico toma conta do ambiente. E eu posso suportar "tchu tchá" e cantor falando que vai me esperar na sua humilde residência, mas alegria x10³ + suor simplesmente não rola. Por isso não tenho nenhuma música em específico pra indicar aqui, e sim o gênero. P.S: se você gosta, o problema (brincadeira) gosto é  seu - não se incomode por eu ter dado minha opinião sobre tal tipo de música, afinal, o blog trata disso mesmo. 

day 03: a song that makes you happy (24/03)
Ih, tem várias - normalmente elas são dos Beatles ou do John Mayer. Mas All My Loving é imbatível pra fazer eu abrir um sorriso. Também costumo escutar Something quando nada parece dar certo.

day 04: a song that makes you sad (25/03)
The Suburbs - Arcade Fire. Sinto um aperto no peito quando escuto essa música. E o clipe, então? Angústia na certa. Ah! Também escuto Yellow, do Coldplay, quando já tô chorando - clássica, né? 

24 março, 2012

We run free

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Esse texto é dedicado aos reprimidos por opção.
Não se render àlgumas brincadeiras bobas; não se dar o luxo de rir sem se preocupar se o motivo do riso é realmente válido é cometer homicídio com sua felicidade. Ter maturidade não significa torcer o nariz pra tudo que diz respeito a programas mais leves, a noites em claro só pra conversar ou tardes pra rir à toa - sabia que você tem que mover mais músculos da sua face pra torcer o nariz e franzir a testa do que para sorrir?. 

Digo com orgulho que, sim, eu cresci, mas não deixei meu lado criança - meu lado feliz - trancado a sete chaves em algum lugar dentro de mim. Pensar que não deve fazer algo "bobo" só pra manter a pose é a maior perda de tempo do mundo. Você tem 15, 16, 17 anos - vai viver, menina! Você tem o direito de tirar o sapato e dançar sem ligar pra ninguém, cantar bem alto e passar tempo com seus amigos sem deixar de ser responsável - sem deixar de ser essa pessoa "séria" que você insiste que é essencial incorporar. Deixa essa cara de preocupação pra quando você tiver 35 anos, um emprego pra prezar e um bocado de contas pra pagar. E, se você está do outro lado da moeda, criticando alguém por fazer algo diferente ou ter outra visão de como as coisas devem ser, olhe-se no espelho. É muito fácil apontar e criticar com um sonoro "ela é sem graça" enquanto se está parado, sem fazer coisa alguma. Para julgar, basta ser humano - é errado, mas todos caímos na tentação. Entretanto, para poder criticar alguém negativamente, devemos olhar para o nosso umbigo e analisar se estamos fazendo coisa melhor - ou pelo menos tentando.

Mais bobagem que não fazer algo por vergonha, é não fazer algo porque outra pessoa não quer que você faça ou porque tem medo do julgamento da mesma. Você faz as suas escolhas e arca com suas consequências. Qual o direito que outro alguém tem para apontar o dedo e criticar se você decidiu sair com um tênis amarelo e outro roxo? Ser maduro não quer dizer ser sem graça.

Faça o que quiser, goste do que quiser. Só porque sua amiga escuta rock, não quer dizer que você precise incluir esse estilo na sua playlist - aceitar sugestões é uma boa ideia, mas não aceite que mudem sua essência. Vejo muita gente que se enrola nessa corda que é deixar de ser criança e virar adolescente - amadurecer - e acaba enforcando sua própria personalidade. Preze por você. Preze pelo seu jeito. Todos nós somos únicos - qual a graça de virar uma cópia barata daquela menina na escola, se já existem 300 outras querendo a mesma coisa? Ser "diferente" é fácil, o desafio é ser você mesmo. 
Não deixe alguém rir do seu sonho e sinta-se à vontade pra mudar o quanto quiser - mas sem esquecer da responsabilidade. Afinal, é importante ter juízo pra saber quando perdê-lo.
                                                                                       

22 março, 2012

30 day song challenge!

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Espero que esse não seja mais um dos desafios que eu me proponho a fazer e nunca cumpro. Ele se chama "30 day song challenge" e funciona assim: em cada post eu vou colocar a música que corresponde ao desafio do dia. Sou muito indecisa - principalmente quanto à música. Não consigo eleger uma banda favorita - quanto menos uma música. O desafio é legal porque é uma forma também de outras pessoas conhecerem seu gosto musical e descobrirem músicas novas. Let's get started!

day 01: your favorite song 
Tinha que começar assim, né? Ih, tem tantas músicas que eu amo...Vou cumprir o desafio de hoje com as minhas músicas favoritas no momento ok? Elas não são nenhum lançamento, mas são as que eu lembro que mais gosto agora.
Suck it and See - Arctic Monkeys (Alex, deixa eu guardar sua voz numa caixinha?)
Map of the Problematique - Muse (when will this loooooneliness be oooooover?? hahah)
Lisztomania - Phoenix (não, depois de anos, ainda não consegui enjoar)

E pra quem gostou da proposta, deixo aqui a lista pra ser colada no Tumblr, Facebook e blog alheios. 
day 01: your favorite song
day 02: your least favorite song
day 03: a song that makes you happy
day 04: a song that makes you sad
day 05: a song that reminds you of someone
day 06: a song that reminds you of somewhere
day 07: a song that reminds you of a certain event
day 08: a song that you know all the words to
day 09: a song that you can dance to
day 10: a song that makes you fall asleep
day 11: a song from your favorite band
day 12: a song from a band you hate
day 13: a song that is a guilty pleasure
day 14: a song that no one would expect you to love
day 15: a song that describes you
day 16: a song that you used to love but now hate
day 17: a song that you hear often on the radio
day 18: a song that you wish you heard on the radio
day 19: a song from your favorite album
day 20: a song that you listen to when you’re angry
day 21: a song that you listen to when you’re happy
day 22: a song that you listen to when you’re sad
day 23: a song that you want to play at your wedding
day 24: a song that you want to play at your funeral
day 25: a song that makes you laugh
day 26: a song that you can play on an instrument
day 27: a song that you wish you could play
day 28: a song that makes you feel guilty
day 29: a song from your childhood
day 30: your favorite song at this time last year


Adota-se

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De vez em quando escuto um sonoro "Finalmente vou comprar um cachorro!" e fico intrigada com o emprego do verbo comprar. É que eu conheço a realidade de muitos cães e gatos abandonados nas ruas e acho injustiça alguém pagar por um animal, sendo que existem tantos outros precisando de amor e carinho ali, num centro de adoção perto da sua casa. Cachorros e gatos de todas as raças, tamanhos e temperamentos possíveis vagam pelas ruas sentindo fome, frio e sendo muitas vezes mal tratados - você já se deparou com a cena de algum arruaceiro apedrejando um cachorrinho de rua? Eu já. E resolvi tratar dessa injustiça aqui no blog porque venho reparando o quanto ficou difícil as pessoas criarem consciência de que, sim, podemos ajudar. Manteiga derretida que sou, gostaria de sair por aí e trazer um por um desses animaizinhos que sofrem pelas ruas pra minha casa. Enquanto você está aí sentado em seu sofá querendo ter um cachorrinho, existem milhares deles que desejam não estar passando frio em qualquer avenida. Sei que muitos, ao ler isso, irão pensar que comparado à outros assuntos de tão maior importância no mundo a serem discutidos o post é de extrema futilidade - mas peço que coloquem seus corações no microondas por apenas dez segundinhos. 

Se você sonha com uma lambida no pé a cada vez que chegar da escola e o barulho das patinhas atravessando a sua casa, pense bem. Existem, sim, muitos animais espalhados pelas ruas e por centros de adoção precisando de um lar, mas certifique-se de escolher um tipo de cachorrinho/gatinho que se adapte bem ao seu. Se você é como eu e acha que pode acolher todo mundo porque sua casa é do tamanho do seu coração, pise fundo no freio na hora da visita: com tantos olhinhos brilhando, focinhos gelados e orelhinhas à sua volta, talvez você se confunda e perca o foco. Se você mora em um apartamento, procure um cãozinho de porte pequeno. Já se você tem um pátio a seu dispor e não se importa de comprar alguns quilos a mais de ração e se molhar todo na hora de dar banho, não hesite e adote um cachorro maior. Falando em raças, sou completamente a favor dos vira-latas. Eles são os cachorros mais dóceis e apegados ao seu dono que existem na face da Terra. Porém, se prefere uma raça específica, não pense que não irá encontrar seu futuro companheiro em um centro de adoção - eles estão lá em peso. 

Escolhido seu novo amigo, preenchido os formulários e com o animalzinho em casa, falemos dos cuidados com seu novo bichinho. Lembre-se de que ele estará pisando em território desconhecido, logo, poderá ficar meio tímido no começo. Faça-o se sentir confortável, brinque, mostre a casa à ele. Como sei que meus leitores são responsáveis (cof cof) e pensaram muito bem se teriam condições de cuidar de seu bichinho antes, não me preocupei em descrever essa parte ali em cima. Mas é muito importante que você tenha consciência de que agora é responsável por uma vida: terá que brincar, dar amor, deixar os pratinhos de comida e água sempre limpos e cheios, passear com ele e dar banho. Muitos animaizinhos que você vê na rua foram abandonados porque seus donos não deram conta dos cuidados. Bichinho de estimação não é monstro de sete cabeças, mas é digno de ganhar pelo menos um carinho na cabeça quando você chega em casa. Esqueça o dinheiro na hora de escolher seu bichinho e exerça a compaixão: adotar é dividir uma fatiazinha do coração com seu animalzinho. 



21 março, 2012

O trem passou e você ficou



Você está na estação de trem, você e milhares de pessoas. Pessoas que você nunca viu, rostos com expressões nervosas, pessoas correndo contra o tempo, cada uma com suas bagagens, e cada bagagem composta por histórias de vida diferentes, das quais você desconhece. Que horas são? Hora de levantar do banco de espera, pegar sua bagagem e embarcar. Mas você não embarcou. Por que? Você ainda não teve coragem de seguir em frente, como as outras milhares de pessoas a sua frente. Você tem medo de deixar o passado e subir no trem. Só que você sabe que terá que embarcar e continuar a escrever sua própria história. O tempo passa e você continua ali, sentada durante horas, e imaginando o que poderá acontecer se embarcar, ou pensando no que poderia ter mudado se você não fosse para a estação de trem. A imaginação nos prende no nosso próprio mundo, mas as nossas ações dão movimento á elas. Vai ficar aí parada? Presa ao que você sabe que é passado?
Você levantou. Calma, agora você precisa pegar sua bagagem, a bagagem de todos os seus caminhos percorridos, da sua história. Você já está pronta para embarcar, está mais madura do que á dez minutos atrás. E antes, um conselho: Não esqueça que ter maturidade não significa esquecer o seu lado criança, aquele que muitas vezes te socorre e mostra quão valioso é ser feliz da maneira que você é, e não como os outros querem que você seja.
Corre, ou você vai querer perder o trem?

20 março, 2012

Dia do Blogueiro + Play!


Há dois anos sustento esse lugar aqui com meus textos e minhas bobagens, e vou confessar que não sabia do Dia do Blogueiro (20/03) - shame on me. Ao invés de escrever sobre o quão legal é manter um blog, pensei que poderia fazer diferente e escrever sobre o porquê de manter um blog. A ideia de criar o blog não foi minha, porém, logo que o fiz me apaixonei. Eu já escrevia muito antes de compartilhar meus textos com vocês e, quem acompanha, sabe que o NEOC tratava de assuntos bem diferentes há dois anos atrás - principalmente humor e dicas sobre todos os tipos de coisa. Lembro de comemorar a visita nº 200 achando que era uma coisa extraordinária e que nunca conseguiria mais que isso - mas eu consegui. 
Depois que as duas outras então colaboradoras decidiram parar de postar, me acostumei com a ideia de ser o cérebro, o coração e os membros desse blog. Eu não tinha - e até hoje não tenho muito - público fiel, mas esse não foi o propósito estabelecido quando tomei o controle remoto só pra mim: só queria compartilhar a minha visão de mundo com os outros. Acho furada quando alguém decide criar um blog - ou começar qualquer projeto - com o único intuito de ganhar algo: dinheiro, fama, reconhecimento. Se você gosta do que faz, as oportunidades aparecerão. Keep calm.
Se você está pensando em criar um blog, montar uma banda, começar a trabalhar com fotografia, coloque seu coração nisso. Paul McCartney já dizia que, quando temos um trabalho a ser feito, que ele seja feito da melhor maneira possível. E pra isso acontecer, só mesmo tendo paixão. Só amando as palavras, amando compor, amando fotografar que você vai se dar bem no seu negócio. Dedicação move montanhas, acredite em mim.
Escrevo porque eu amo o que faço. Definitivamente amo mostrar o meu lado da moeda, apresentar algo pra alguém - seja banda, história, sentimento. Acredito que, onde há sentimento, há um ímã que atrai sorte. Há uma semana atrás, recebi uma das melhores notícias da minha vida, por conta dessa vontade que eu tenho de postar aqui - mas isso não vem ao caso: se der certo, faço um post mais tarde contando sobre tudo. 
Meus parabéns àqueles que escrevem com sentimento, com vontade de abrir as cortinas das janelas de muitas mentes por aí. Parabéns àqueles que se enrolam quando o assunto é HTML, se viram em dias de inspiração zero e vibram a cada novo comentário. Um feliz dia do blogueiro - meio atrasado - pra todos aqueles que publicam uma parte do coração, na internet. <3

Aliás, ando inspirada pra fazer posts com a tag "Play" e não poderia deixar de postar aqui o primeiro single da Todos Contra, 'O Levante'. A banda é formada pelos meus amigos + namorado, mas não é só por isso que eu estou colocando a bendita aqui - realmente gostei da música. Tirem suas vendas, abram os ouvidos e, depois, apertem play.







19 março, 2012

Aperta o play, vai: Apanhador Só

The Kooks-melancólico-brasileiro. Foi assim que eu descrevi o quarteto de Porto Alegre, que eu conheci lendo uns blogs sobre música nacional. Pra ser sincera, nunca tinha visto uma banda que seguisse tão à risca o indie no Brasil além da Vivendo do Ócio, apesar do som dos gaúchos em pauta ser um tanto diferente do dos baianos. Me interessei, apertei o play e gostei. Não sou boa em fazer críticas sobre músicas, mas o Apanhador Só realmente mereceu esse esforço meu pra aparecer aqui no blog. 
Me apaixonei pelas letras. Pra mim, música não é feita só de guitarra, baixo ou bateria - música vem da percepção. E é exatamente isso que eu notei escutando o som deles: a percepção sobre as coisas que reflete nas letras - pode dar nota 35649841?. 
Aliás, se você se interessou e vai ter a oportunidade, dia 25 de março vai rolar show deles no parque da Redenção, em POA, as 19h40. Deixo aqui as músicas que eu mais gostei da banda.

          

          

          



18 março, 2012

Pé na Estrada: Dinamarca!

Sim! O post da sessão "Pé na Estrada" de hoje é sobre o país que fala um idioma dificílimo. O Murilo,  aqui da minha cidade, está lá desde agosto de 2011 e resolveu contar um pouquinho pra gente sobre como está sendo a experiência de pisar em solo dinamarquês. Olha só:


Como foi a decisão de fazer um intercâmbio e a reação de seus familiares a partir dela? 
Minha decisão de fazer intercâmbio partiu do fato de que em 2009 eu fui com a Lesson idiomas fazer um curso de inglês na Inglaterra, de 1 mês. Onde tivemos a oportunidade de conhecer Brighton, Londres, Stratford, Manchester e até fomos a Paris. Á partir daí eu falei com a Eliane Spuldaro que foi minha professora de inglês na lesson, que é do Rotary Internacional, a empresa pela qual faço intercâmbio, e fiz a prova. Após ter feito a prova mais ou menos umas 3 semanas me foi ofertada a vaga da Dinamarca e eu aceitei. Meus familiares sempre aceitaram de boa a ideia de eu fazer intercâmbio, nunca me desmotivaram nem nada, ou ficaram se preocupando demais. Sempre acharam que seria uma boa ideia pra mim. 


Como foi a adaptação na cidade onde vive? 
No início vou confessar que a adaptação não é fácil. Quando cheguei aqui todos foram muito receptivos e tal, minhas 3 familias hospedeiras estavam me esperando no aeroporto e tudo mais. Eu não diria que a cultura europeia é tão diferente assim da nossa, como por exemplo a asiática é. Mas as pessoas tem um meio diferente de se comportar aqui, a maneira como eles enxergam a palavra "diversão" é apenas diferente da maneira como nós enxergamos, e assim como se pode achar pessoas "frias" como dizem, podem-se achar muitas pessoas "samba", como apelidam as pessoas extrovertidas aqui... Então ter que se adaptar ao jeito diferente das pessoas é algo normal, mas não demasiadamente complicado. Quanto ao idioma já começam os os problemas... o dinamarquês é um idioma falado por apenas 5,5 milhões de pessoas no mundo, sendo que a gramática e a escrita pode ser fácil, mas o problema é na hora de pronunciar. O alfabeto conta com 3 letras extras, e existem sons nasais, vindos da garganta e sons feitos diferentes usando a lingua por exemplo, para pronunciar a letra D, nunca pronunciada como no português. Tirar os sapatos todas as vezes que entramos em qualquer casa que seja é uma regra... dizer "Tak for mad" que significa "Obrigado pela comida" depois de qualquer refeição é uma regra de etiqueta que DEVE ser usada ao sair da mesa... são algumas das "regras" culturais dinamarquesas de mais comum exemplo. 


Você pode contar um pouquinho sobre como são as pessoas aí e a família que está te hospedando?  
Com relação as pessoas, posso começar dizendo básicamente que todos são muito educados. Claro que sempre tem uns e outros né, mas todos vão demostrar respeito e educação por ti, e a tua opinião. Aqui não importa raça, cor, religião, opção sexual, todo mundo se respeita muito... E é algo que pode parecer "Ah, tá de brincadeira né?", mas não, as pessoas tem a mente MUITO aberta aqui. E todos falam inglês. TODOS. Com raríssimas exceções. O motorista do ônibus fala inglês, a garçonete fala inglês, porque como o dinamarquês é um idioma somente falado por 5,5 milhões de pessoas eles todos são obrigados a falar inglês antes de sair da escola, pra ingressar no mercado de trabalho. Como já mencionei, depois de viver 8 meses aqui foi que cheguei a conclusão que: Não é que os Europeus sejam frios, é apenas uma cultura diferente. Se tu for parar pra ver uma festa da escola deles, todo mundo muuuito aberto, e conversando com todo mundo... Ah, e isso é um fato importante. Existem 3 palavras que fazem dinamarqueses ficarem iguais a Brasileiros: Cerveja, festa e férias. Eles não fazem MUITA festa, mas quando tem uma festa eles bebem demasiadamente, fumam, gritam, cantam e etc. As minhas famílias todas que eu tive sempre foram muito legais comigo, morei primeiro dentro de Aalborg no bairro Hasseris, onde fica a minha escola e agora me mudei pra fora de Aalborg, numa parte chamada Visse. Minha primeira familia sempre foi paciente comigo falando inglês e me ensinando dinamarquês... e minha segunda familia foi a casa da minha conselheira do Rotary. Então ela sempre me ajudou muito com tudo e foi muito querida. Todas as familias eram diferentes... na primeira família eu tive um irmão de 18 anos, que já foi intercambista em Michigan nos EUA, na segunda familia 2 irmãs, uma de 17 que fez intercâmbio na Austrália e uma de 12 e nessa ultima familia tenho uma irmã que fez intercâmbio pra Colômbia.  


Como funciona a escola por aí? E as festas? 
Na escola as aulas começam todos os dias as 8:15 da manhã na minha escola, e aqui as coisas funcionam um tanto diferentes das escolas no Brasil. Aqui os dinamarqueses estudam na Folkeskole até os 16 anos, e com 16 ou 17 anos eles passam pro Gymnasium, o chamado Ginásio. Que tem duração de 3 anos. No ginásio existem por exemplo, 1º ano A, B, C, D, E, F e o 2º, e 3º. Cada turma de primeiro, segundo ou terceiro ano tem uma "linha curricular" diferente. A minha linha curricular é Psicologia no nivel C, Estudos Sociais no nível B e Inglês no nível A. Sendo que eu também tenho Biologia, Física, Ed. Física, dinamarquês, história e espanhol, sendo que os alunos podem escolher entre espanhol, francês e alemão. Isso significa que eu só tenho essas matérias na escola, e um estudante pode passar o seu gymnasium todo sem estudar matemática, física, quimica... Assim como pode não estudar história, literatura e etc. Depende da linha curricular em que o aluno escolher. Os periodos tem duração de 1 hr e 30 min, e todos podem trazer seu computador pra aula, o que acontece. Ninguém tem caderno, as anotações todas dos alunos estão em seus computadores e todos sem seu notebook. Muitos dias a aula termina as 15:15, e eu chego em casa exausto, porque realmente é muito cansativa a escola aqui. As festas aqui são sempre muuuito loucas, já que os dinamarqueses sempre ficam demasiadamente bêbados, a gente canta, dança e se diverte sempre muito. E quando encontra todo mundo nas festas da escola e nas boates, fica melhor ainda. 


Do que você mais gosta e o que menos gosta aí? 
O que eu mais gosto aqui sem dúvida é o fato de conhecer e aprender muita coisa sobre gente de todos os lugares do mundo. Aqui na Dinamarca tem 180 intercambistas no total, o que é muito pra um país de tamanho equivalente ao tamanho do estado do RJ. Intercambista de todos os lugares que se possa imaginar... que te contam sobre a vida deles nos países e coisas que tu não acha em lugar nenhum na internet. Aprende uma nova lingua, como eu aprendi dinamarques. Pratica o inglês muito e sem dúvida aprende a falar espanhol como eu aprendí, porque tem muita gente do méxico, e da américa latina. O que eu menos gosto daqui... bom, o que eu menos gosto aqui é da friesa de muitos dinamarqueses. Muitas vezes eles não vêm falar contigo simplesmente... Na escola eu não sou nenhum pop star como são os intercambistas no Brasil. Se tu quer falar com os dinamarqueses tu mesmo deve fazer isso, eles normalmente não o fazem. E eles também tem uma humor muito irônico, a gente nunca sabe se eles estão falando sério ou não... Além da demasiada preocupação com os horários. Se algo é á 13:30, é 13:30 em ponto. Nem um segundo á mais, nem um segundo á menos. 

Tirando a família e os amigos, do que mais você sente falta aqui do Brasil? 
Sem dúvida o que eu mais sinto falta é a minha familia e meus amigos... mas o que eu mais sinto falta é o jeito Brasileiro de ser, e o Brasil, e Cachoeira (cidade natal)... Sim, pode ser muito estranho eu dizer isso. Mas quando a gente vê o Brasil se fora, e vê como funciona a vida e como são as pessoas de outros países, a gente percebe que Brasileiro é um povo que não tem igual. Não tem jeito igual ao nosso, aberto, hospitaleiro, caloroso, nós somos diferentes. E quando eu vejo que muitos pensam que o Brasil é uma merda, eu queria que todos tivessem essa oportunidade de sair e ver de um outro ângulo, como eu penso sempre que antes de a gente julgar as coisas sem conhecimento é o que a gente deve fazer, sempre analisar por um ângulo diferente. Sinto muita falta da minha rotina diária, da minha escola... do meu grupo de dança e de várias pequenas coisas. Quando a gente fica muito tempo longe de casa é mais fácil parar pra pensar o quanto a "vida rotineira" faz falta, o quando a gente ama o nosso país sem igual. 

Ah! O Murilo ainda fez questão de comentar sobre algumas peculiaridades que ele observou:
"Todo mundo anda de bicicleta aqui na Dinamarca, e todos caminham muito também. A Dinamarca é um dos países com a menor taxa de obesidade do mundo e problemas cardíacos, em Copenhague um dos maiores centros comerciais da Europa é a cidade com menos fluxo de carros Europeia, devido ao intenso tráfico de bicicletas. A Dinamarca também é considerada a terra mais feliz do planeta, e aqui não tem ninguém realmente pobre. Todos passam muito bem de vida e raramente se vê alguém morando na rua... além da segurança, que é altíssima por aqui. Os dinamarqueses também são muito conhecidos por seus doces e guloseimas... principalmente os bolos dinamarqueses que são reconhecidos mundialmente."

Muito obrigada ao Murilo, que decidiu compartilhar um pouquinho dessa experiência incrível que é viajar para o exterior com a gente! Sorte pra você, aproveite ao máximo seu intercâmbio <3





Hoje é domingo, pede cachimbo

E não venham dizer que é "pé de cachimbo". Desde a minha infância, domingos são nostálgicos e até meio tristes. Pra adoçar o domingo de vocês, trouxe 3 coisas: parceria da Coca Cola com vários estilistas, tirinhas da Mafalda e música alegre.

Garrafinhas fofas

 

Essas garrafinhas customizadas são resultado de uma parceria da Coca Cola com vários estilistas em nome da caridade. As da foto de cima são parceria com a Versace, e as de baixo com grandes nomes como Moschino, Etro e Alberta Ferreti. A parceria ocorreu com o objetivo de ajudar  as vítimas do terremoto ocorrido em Abruzzo, e as garrafas fazem parte de uma edição limitada - eu quero! Minha favorita foi a azul-céu assinada pela grife Moschino.

Tirinhas da Mafalda:

 
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Música Alegre: 


          

Quer saber quem é a dona dessa voz? É minha - quase - xará, Rhaissa Bittar. Ela ficou famosa depois que sua música "Pa Ri" foi usada no comercial de moda outono/inverno do Extra. O nome dela ficou muito conhecido essa semana e, lendo o A Series of Serendipity, descobri a cantora. Encontrei algumas músicas dela no youtube e me apaixonei por Dig Dom - é uma poesia sonora.

16 março, 2012

Veni, vidi, vici


Costumo dizer que de nada importa o tamanho do seu sonho, e sim o tamanho daquilo que você faz para torná-lo realidade. Não importa se o assunto em pauta seja dançar balé, viajar pelo mundo ou ser uma escritora famosa - é da natureza do ser humano planejar algo, estabelecer alguma meta pra vida. Todos nós queremos ser autores de uma incrível história - de preferência, a nossa. 

Meu recado à você que tem um sonho: não deixe que ele se desfaça. Opiniões contrárias, barreiras e dificuldades todos temos - basta não nos afetarmos por elas. Engraçado é quando falamos de "barreiras" e, em nossa mente, automaticamente aparece a imagem de algo muito grande, muito poderoso. Uma barreira pode ser sua insegurança, ou até mesmo sua preguiça, sua falta de motivação. Não ficamos desanimados quando já tentamos 30 vezes e nada pareceu dar certo? Levante-se e continue tentando. That's life. Ela te derruba pra fazer você levantar mais forte ainda, e com mais garra para perseguir seus sonhos. Fall 7 times, stand up 8.

Quer fazer intercâmbio mas não tem dinheiro? Economize um real por dia. Quer muito ir àquela festa e seus pais não deixam? Mostre que já sabe cuidar sozinha de si. Ficar sentada no sofá parece bem mais delicioso do que ir suar na academia? Não pense duas vezes e levante. O tempo que leva para você alcançar um sonho, é proporcional à quantia de força de vontade que você aplica nesse processo.

O mundo é louco mesmo e, as vezes, vai parecer estar tudo errado. Você vai querer gastar suas economias naquela saia, vai falar o que não devia pros seus pais e pegar no sono antes mesmo de cogitar a possibilidade de levantar do sofá.  Entretanto, sonhar é como patinar no gelo: pequenos deslizes são permitidos. Ninguém é de ferro e capaz de abdicar de uma vida somente porque quer muito estudar na Inglaterra, por exemplo. Isso é sobre-humano. Dê o seu melhor e sua vez irá chegar. A vida pode ter muitas facetas, mas ela também é justa. Invista no seu sonho e não ligue para o que os outros pensam. Se você viver com medo de se expor, nunca vai conseguir nada. Faça contatos, utilize seu talento para o bem e seu sonho virá embrulhadinho no papel de presente mais bonito de todos, acompanhado de um cartão com o recado "Você merece".

15 março, 2012

Recomendo: Lomogracinha!

Estou oficialmente apaixonada pelo site Lomogracinha. Descobri ele por meio de outros blogs e não consigo parar de acessar. Apesar do nome, o blog não fala somente sobre lomografia, e sim sobre fotografia em geral. As três blogueiras - Larissa, Julie e Natália - se empenham para manter o blog com dicas de edição, tutoriais, resenhas de produtos e indicações de programas e produtos. 
O site é uma graça - começando pelo layout. Super organizado, com categorias divididas - quem posta muitas fotos no tumblr sabe que é fácil se perder nas tags - e atualizado sempre. O que eu mais achei fantástico é que os posts são super completos e em uma linguagem fácil de entender - super indicado pra quem não é profissional e gosta de aprender coisas diferenciadas, mas acaba com preguiça porque acha tudo meio complicado. Também vale a pena dar uma olhada nas sessões em que elas postam fotos inspiradoras e indicações de flickr. Por lá, tudo é feito com muita graça e dedicação.  

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Cadê o botão "curtir mil vezes"?

13 março, 2012

2 + 2 = 5

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Matemática nunca foi o meu forte. Sempre preferi a literatura, pois ela me mostrava um mundo diferente do real: sem coisas exatas, feitas à base de cálculos - um mundo onde tudo se dava por imaginação. Enquanto eu lia, era capaz de desprender meus pés do chão e minha mente dos problemas. O problema aparecia quando a história falava de amor. As pessoas criaram "leis" que regem o que era pra ser composto apenas por sentimento, e transformaram o amor em algo sólido, algo calculado, uma matemática.
Aliás, nessa soma de dois corações e multiplicação de felicidade chamada de amor, eu sempre acabei subtraída. Acabava sempre do mesmo jeito: menos esperanças, menos razões para sorrir, menos borboletas no estômago. Sempre me esforcei para ser uma boa aluna e decorar todas fórmulas. Apesar dos lápis desapontados e das notas abaixo da média, continuo tentando encontrar essa fórmula maluca pra aquilo que chamam de amor. Continuo tentando traduzir a linguagem do coração em números, sinais e incógnitas, mas temo que isso seja limitar demais. Enlatar sentimento é besteira. Compactar, mais ainda - quanto mais sentimento, melhor
Falando assim, um relacionamento até parece fácil. O amor foi simplificado em uma conta boba de terceira série. Essa versão "com cortes" das coisas do coração acabou se alastrando pelos ouvidos alheios e dando a falsa impressão aos que estão acompanhando as classes de matemática de que ter um relacionamento é algo fácil, sem conturbações, desentendimentos e que o seu temperamento será igualzinho ao de seu parceiro. Doce ilusão. Foi ele mesmo que causou todos os nossos problemas: o temperamento, o jeito de ser. 
Sempre fui desligada, preferia me prender aos balões e flutuar com eles pelo céu do que amarrar meus pés a correntes severas presas ao chão. Você sempre foi o tipo de cara cujo 2 + 2 é, indubitavelmente, igual a 4, na ponta da calculadora e medido pela régua. Enquanto o meu cálculo era todo cheio de questionamentos, todo errado. Você classificava nosso relacionamento em 'A', e eu em 'F'. Peço perdão por toda turbulência, cadernos rabiscados e declarações rascunhadas que deixei em sua vida. Me desculpe mas, apesar de tudo, prefiro pensar que meu 2 + 2 ainda é igual a 5.





Novidade no blog!

Dia desses encontrei um comentário elogiando o blog e com um pedido: que eu visitasse o link - o blog da pessoa que comentou. Esse blog se chama Noventinha e segue o mesmo estilo do Não Eras O Canal. 
As blogueiras Bruna e Daniela fazem um trabalho fofinho e bem direto com o público. Como vários outros blogs, ele trata sobre dicas de maquiagem, unhas e, principalmente, sobre moda - adoro os posts da categoria 'Look do Dia'. Acessando esse blog você também encontra uns tutoriais DIY muito legais, além de postagens sobre viagens (<3).
Here's the deal: eu e a Bruna - dona do Noventinha - nos falamos e, por conta do fato de nossos blogs se identificarem, achamos legal a ideia de começarmos uma parceria. Por isso que agora, na barra lateral do blog, você vai encontrar um banner pequeno do Noventinha. Se você quiser conhecer o blog, basta clicar ali. A Bruna até fez um post falando sobre o NEOC lá - corre  pra ver!
Esperamos que vocês leitores gostem dessa parceria e aprovem as novidades que ela poderá trazer para ambos blogs.
 

12 março, 2012

40º C

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Não posso mais aguentar o sol que me obriga a despir-me de todo e qualquer orgulho que sinto. Mal posso esperar pela chuva. Ela é minha redenção. Momento de pedir perdão à mim mesma por ter me colocado em tantas confusões, contradições, consequências. Finalmente aprendi que é um tanto injusto comigo sofrer por alguém que transforma meus arranhões em fraturas expostas. Mal posso esperar pelo momento em que as gotas de água lavarão qualquer vestígio de você aqui dentro de mim. 

Os dias nublados farão eu me sentir viva novamente, perceber que há cores em mim enquanto o cinza predomina, e a chuva molha a terra como se fosse tinta a óleo na tela da minha vida. 

Vou esquecer, tirar o pensamento e o coração lá de você. Encontrar a metade de mim que eu andei perdendo pelo caminho. A garoa fina vai cuidar disso. Desse recomeço, dessa luta diária, dessa dor no peito. Não quero tempestades, raios e trovões. Quero algo simples, que evoque apenas a minha essência e me lembre de que sou capaz de enfrentar um vendaval sozinha.



11 março, 2012

Join the revolution


Aviso: se você não se importa com o rumo que a humanidade está prestes a tomar, não leia este post. 
Se você não se importa com o seu futuro, não leia esse post. 
Se você acha que não tem voz alguma e que não pode ajudar absolutamente ninguém com sua existência, saia desse blog agora mesmo. 
Porém, se você ainda possui um pingo de humanidade e compaixão, leia tudo. Com calma.

Há mais ou menos uma semana atrás, o nome 'Joseph Kony' era trending topic numa das maiores redes sociais do mundo - o twitter. Várias pessoas falavam sobre um tal movimento que estava ganhando certa adesão no mundo inteiro, e compartilhavam um vídeo. Como boa curiosa (mal de blogueira), cliquei para saber do que se tratava e me deparei com um vídeo de meia hora. Por conta da duração, pensei ser algo muito importante, e então apertei play. Assisti um minuto do vídeo e tive que desligar o computador por conta da minha aula que começava em 20 minutos; prometi que quando chegasse em casa eu iria continuar, mas me esqueci - ploft.

Hoje, meu namorado compartilhou o vídeo no facebook e eu lembrei daquilo que devia ter feito há uma semana - assistido, compartilhado e levantado a voz. 
*Pausa: se você está lendo isso aqui e considerando tudo uma grande bobagem, feche a janela e continue compartilhando suas tirinhas no Facebook, porque a coisa vai piorar.*

O vídeo se trata de um homem cujo nome é Joseph Kony, o chefe de uma guerrilha que "luta" pra estabelecer seu poder na Uganda. Versão do Wikipedia:
"Joseph Kony (1961) é o atual chefe da Lord's Resistance Army (LRA), uma guerrilha que tenta estabelecer um governo teocrático em Uganda e o criminoso em primeiro lugar dos 10 mais procurados no mundo pela Corte Penal Internacional. O LRA afirma que espíritos foram enviados para comunicar esta missão diretamente a Kony."

Resumindo: ele é considerado o criminoso mais perigoso do mundo inteiro, que agia "silenciosamente" desde 1986 até agora, quando ganhou atenção da mídia por conta do produtor do vídeo, Jason Russell. O cara captura as crianças em suas próprias casas, transforma os meninos em soldados e as meninas em escravas sexuais. C-r-i-a-n-ç-a-s. Imagine sua irmãzinha tendo que satisfazer sexualmente homens ao invés de brincar com suas bonecas; ou seu irmãozinho segurando uma arma e sendo forçado a matar outras pessoas - inclusive seus próprios pais. Crianças são tiradas de seus lares e privadas de coisas fundamentais como escola, amor, sonhos. Crianças deixam de ser crianças pra se tornarem mais um número no exército de Kony, que já raptou cerca de 70.000 delas. Isso mesmo: eu tô falando de 70mil rostinhos inocentes que acabam vivendo em condições pútridas, com sua dignidade completamente tomada de suas mãos. 

Pra entender melhor a situação, peço encarecidamente que você assista o vídeo. São 29 minutos de sua vida que serão retribuídos, acredite. Se você é uma daquelas pessoas que acha que não pode mudar nada ao seu redor pelo fato de não ser "famoso", use os recursos que você tem. Compartilhe o vídeo no seu Facebook, poste o link no seu twitter, curta a página da comunidade, poste sobre isso em seu blog e conte sobre o vídeo para os seus amigos - já é o suficiente.

Àqueles que chegaram até o fim do post e acha que estamos fazendo tempestade em copo d'água e que nos "apegamos" à causa somente porque chegou até nós por meio da mídia, um singelo recado: estamos fazendo alguma coisa pelo mundo e, como já disse em um post anterior, o mundo ficaria menos colorido sem seu lápis, o oceano seria menor sem sua gota e o céu não seria tão brilhante sem a sua estrela. Todos nós sabemos que os Estados Unidos não estão fazendo isso somente porque são boas almas - estamos falando de política, sempre haverá um interesse por trás da coisa toda. Entretanto, deixe de se preocupar com o fato de eles sempre saírem como os bonzinhos, e pense somente nas vidas que estão em jogo e que serão salvas. Isso é um apelo. Assista aqui:


    

These are hard times for dreamers, mas a gente pode mudar isso.